Um campeão de boxe: É ele! Eu desisto. Um campeão de luta: lutar com ele? Já reservou uma cama na ortopedia? Um cantor: Escreva uma música para mim; faça como quiser. Uma atriz: Se você me coroar rainha, eu te mando às alturas! Uma cozinheira: Arroz frito com ovo é difícil demais; por mais que eu me esforce, não consigo fazer com o seu sabor. Uma policial: O que você acha deste caso? Uma pessoa bem-sucedida: Jovem, não fique sempre querendo fazer um grande alarde. Jiang Yiming: Eu também não queria que fosse assim; eu também estou sem saída. (Sistema miau: ding miau~ você tem uma nova missão, por favor confira.)
Na madrugada de 25 de maio de 2017, a chuva despencava em torrentes, anunciando alegremente a chegada do verão.
No quarto 837 do Hotel Executivo Violeta Dourado, Jiang Yiming abraçava a privada e vomitava sem parar. A barriga ainda se revirava em convulsões, mas o estoque já havia sido esgotado havia muito tempo; nem sequer restava bílis para expulsar.
Desde a primeira vez que bebera, nunca compreendera o que havia de bom naquele líquido. Mas, por força dos compromissos de negócios, não beber era impossível.
Enxaguou a boca sob o chuveiro jorrando água, limpou a imundície nos cantos dos lábios e soltou uma risada ao xingar baixinho:
“Depois disso, eu é que não sirvo mais para vocês. Mais cedo ou mais tarde, vão beber até morrer, seus canalhas.”
Ao apertar o botão de descarga, a sujeira foi tragada pela água para dentro do redemoinho. Mas, de súbito, ele ouviu uma voz vinda de lá.
“Quer enriquecer da noite para o dia?”
“Quer acumular uma fortuna astronômica?”
“Quer acender cigarro com dinheiro?”
“Quer ter mulheres nos dois braços?”
“Quer dominar o mundo?”
“Quer mudar o mundo?”
“Não.”
Exato, não queria. A resposta saiu rápida, firme, sem a menor hesitação.
Brincadeira. Se bastasse querer para ter, então para que lutar? Para que ainda se desgastar em mesas de bebida e bajulação? Jiang Yiming já tinha passado da idade de acreditar que o céu faria chover riqueza.
Muito menos dominar o mundo. Muito menos mudar o mundo.
Isso era trabalho de grandes figuras, não? Viver já era cansativ