O novo livro “Renascido em 1998: Este guarda de brocado está matando sem parar” já está disponível!
No início de novembro de 1981.
Era o fim do outono, o frio começava a nascer. A primeira luz da manhã atravessou camadas de névoa fina e envolveu toda a capital, secando-a e aquecendo-a, além de despertar os que dormiam profundamente.
Num pátio coletivo em algum ponto do Distrito Leste, ouviu-se o rangido das portas se abrindo; o lugar, antes silencioso, foi aos poucos se enchendo de vida: uns lavavam o rosto e escovavam os dentes, outros chamavam as crianças, alguns acendiam o fogão e preparavam o café da manhã, tudo isso acompanhado pelo canto de pássaros e pelo chilrear dos insetos.
— No primeiro dia, não vá se atrasar.
Gu Bei ainda queria ficar mais um pouco na cama, mas as reclamações vindas de fora não cessavam; por mais que tentasse se concentrar, não conseguia ignorá-las. No fim, resignado, virou-se e se sentou.
— Você acabou de começar, precisa ser diligente e deixar uma boa impressão para os seus chefes.
— Sei, sei.
Ele respondia sem muita atenção, sentado na cama, balançando o corpo sem parar, como se pudesse desabar a qualquer instante.
— Falei tanto e você ainda não se levanta?
A voz subiu de repente, e Gu Bei estremeceu; o sono lhe fugiu num instante.
A pessoa falou isso e se virou para sair, indo infernizar ainda mais o pai de Gu Bei, Gu Xiaowu, que era ainda menos diligente.
— Tia, bom dia!
Quando a comissão do bairro percebeu, já era tarde demais. A questão estava consumada; a mulher simplesmente se agarrou àquilo e não saiu mais. Não dava para derrubar a casa à força e acabar esmaga