Caça Fantástica: O Diário do Caçador

Caça Fantástica: O Diário do Caçador

Autor: É um baiacu.

A jornada começa com o herói de Cocote. O rugido de Dragão retumba, e na encosta da grande montanha nevada repousa a vila de Pokke. O Filho do Mar de Moga oferece um banquete de pesca abundante. Em Yukumo, as águas termais fluem e os ventos de Tanzia dançam. No vasto deserto de Barubare, não se vê sinal algum. A bordo do Navio dos Dragões, a estrela escarlate cruza as antigas montanhas. Sob a proteção da Estrela Azul, um filhote de Deviljho é criado. Luzes flamejantes se erguem aos céus—Firebud e Mizutsune, eternos deuses! (Hein?) — Ignorando estes devaneios juvenis, em suma, esta é uma obra puramente dedicada aos fãs de Caçador de Monstros~ (°▽?)(Grupo de leitores: 550533684, sejam bem-vindos para conversar~)

Caça Fantástica: O Diário do Caçador

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Capítulo Um: Javali Selvagem ou Dragão de Fogo Macho

A sombra das árvores encobria o solo, riachos serpenteavam por entre a vegetação, e a terra escura e fértil de húmus parecia quase inacreditável de tão rica. Troncos apodrecidos, cobertos de musgo, jaziam tombados de forma desordenada pelo chão...

Este era o coração da floresta densa da região de Churete, um lugar onde nem mesmo a luz do sol conseguia penetrar facilmente.

Não havia local mais propício para o crescimento de cogumelos do que este.

Sobre o musgo, que havia absorvido toda a água da chuva da noite anterior como uma esponja, extensos tapetes do cogumelo típico da região cresciam em camadas. Seus chapéus carnudos, de um vermelho suave, eram macios e espessos, e não havia dúvidas quanto ao seu sabor delicioso.

Um grunhido abafado rompeu o silêncio, e uma silhueta surgiu entre os arbustos da floresta.

Tratava-se de um javali robusto, com mais de um metro de altura na cernelha. Sua pelagem castanha e negra estava coberta de lama quase seca, parecendo mais uma armadura natural.

O grande javali aproximou-se do toco tomado por cogumelos, farejou o ar com seu focinho comprido e, sem cerimônia, começou a devorar tudo à sua frente.

Em poucos instantes, os cogumelos recém-nascidos no tronco foram completamente destruídos.

Um estalo de língua soou na sombra da floresta, mas o javali estava tão entretido com o banquete que não percebeu.

“Esperava poder recolher alguns desses cogumelos especiais para levar de volta, agora estão todos arruinados”, murmurou baixinho, atrás de uma árvore entrelaçada por cipós, um jovem caça

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